Por algum motivo ainda não explicado nem por mim e nem pela terapeuta (sim, uso isso!) sempre tive a encanação de que algumas coisas que sempre acontecem aos humanos uma hora ou outra não fossem acontecer comigo, e que quando eu passasse na rua, uma voz anônima me apontaria disfarçadamente e diria a outra pessoa “lá se vai o cara que nunca fez...”! Foi assim com o primeiro beijo, com a primeira transa, com o primeiro carro... As pessoas partindo para o abraço logo cedo e eu sentado num canto guardando toda a tristeza do mundo com uma cerveja na mão e um cigarro na boca, torcendo para a menina mais bonita ainda não ser de ninguém, a mulher mais gostosa ainda permanecer virgem, o trânsito da cidade compreender minhas barbeiragens.
No fim eu acabava fazendo tudo o que todos fazem sem a menor dificuldade e no dia seguinte restavam outras coisas que todos faziam e que eu ia precisar fazer sem o mínimo esforço para me integrar a roda viva. Agora preciso comprar uma casa, descolar um cachorro, plantar uma árvore, ter filhos, viver feliz ao lado de alguém; coisas que boa parte da humanidade já fez e eu aguardo sentado com uma cerveja na mão e um cigarro na boca.
No fim eu acabava fazendo tudo o que todos fazem sem a menor dificuldade e no dia seguinte restavam outras coisas que todos faziam e que eu ia precisar fazer sem o mínimo esforço para me integrar a roda viva. Agora preciso comprar uma casa, descolar um cachorro, plantar uma árvore, ter filhos, viver feliz ao lado de alguém; coisas que boa parte da humanidade já fez e eu aguardo sentado com uma cerveja na mão e um cigarro na boca.
2 comentários:
O que a sua terapeuta diz sobre essa necessidade premente de fazer o que os outros fazem (com habilidade e resultados totalmente discutíveis, pra dizer o mínimo...)? hehehe
Baby..esta é a melhor !!!
Bjs
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