No último final de semana organizei as minhas poucas coisas e definitivamente me mudei da casa de meus pais. A idéia era construir uma turma tão boa neste novo lar quanto foi a minha turma durante 29 anos no antigo condomínio. Pensei em fazer um simpático cartão de apresentação e entregar aos outros sete apartamentos que completam meu edifício. Quem sabe não vinham tomar um café e nos contar as atrações do bairro, dar dicas de onde comprar mantimentos, etc. Fizemos o leioute, escrevemos frases bacanas e deixamos a oferenda em cima do móvel da sala, para no outro dia cedo colocar a mensagem embaixo da porta. Mas à noite eu e minha esposa ouvimos alguns berros nos andares de cima. O marido chamava a mulher de cretina para baixo. Provavelmente até o fim do embate verbal, alguma agressão física também apareceria. Discretamente saímos para a calçada a fim de identificar o local da discórdia, porém não descobrimos nada além de duas crianças presas entre a tela de proteção da sacada e a porta de acesso aos quartos no andar de cima. Alguém as mantinha ali por conforto e comodidade, ou como castigo. Subimos a escada e rasgamos os papéis. Afinal, sem saber quem era quem, não pretendíamos adicionar algozes infantis e psicopatas na lista de amizades. O que me restou foi olhar da janela a casa ao lado, onde homens trabalham tranquilamente na montagem e desmontagem de carros sob olhares simpáticos de policiais civis e militares.
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
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