quarta-feira, 29 de julho de 2009

memória na chapa

Por que sempre que escrevem uma matéria a respeito de pessoas com memórias prodígias jornalistas usam o exemplo do sujeito que decorou a sequência de cinco baralhos inteiros numa competição inútil na Escócia ou o cara que decorou dois mil nomes em ordem alfabética numa cidade do interior da Paraíba, onde fora gravar listas telefônicas inteiras, sobra morrer de fome ou tédio, mas ninguém nunca se lembra da figura do chapeiro, único ser humano capaz de gravar 110 mil pedidos gritados a cada segundo, numa linguagem inintelegível, por 15 atendentes do balcão de uma lanchonete na hora do almoço, no centro de São Paulo?

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