terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Como é doce morrer no mar

Até parece que os seres humanos jogam esta tranqueirada toda direto no mar, como aparece na televisão. Passa pela sua cabeça que alguém leve para a areia da praia um frasco de xampu ou um tubo de pasta de dente? E sacola preta, então? Qual o supermercado embala coisas em sacola preta? Só aqueles que não possuem departamento de marketing ou funcionam em conjunto com uma funerária. Além do que, quem sai das compras com sabão em pó, Pinho Bril, Sapólio e vai direto mergulhar na praia, sem passar em casa antes para deixar as coisas? Só uma vítima de lesão cerebral irreversível. Daí vem alguém e me diz que estou matando as tartarugas. Oras, nunca vi uma tartaruga na praia, nem peixe, nem nada, só sei que vêm de lá porque me falam e aparece escrito nas camisetas do Projeto Tamar. Achei até que tivessem sido extintos com os dinossauros, pelo efeito do mesmo sol que quase extinguiu eu e meus amigos no último final de semana lá em São Vicente. Pelo amor, né. A gente joga as coisas no lixo, sim. Exceto coco, que não cabe. Mas isto os bichos estão liberados para comer, até faz bem, porque tem potássio, que evita cãibras. Ah, você quer saber porque então encontraram plásticos no estômago das tartarugas? Sei lá, pergunta para o Rafael Ilha.

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