Recentemente a prefeitura de São Paulo encontrou objetos do século XIX nas escavações das obras do metrô, mas classificou o achado como simples cacarecos dos anos 50. Fora a confusão com o tempo, o descaso com a história, etc etc, outra coisa me chamou a atenção: como garrafas antigas, cadeiras e mais materiais de uso cotidiano de uma época param embaixo da terra? De repente surge uma empreiteira e decide construir um prédio onde antes funcionava um bar e nem se dá o trabalho de recolher mesas e garrafas do lugar? Como funciona? O dono, completamente bêbado, fecha o estabelecimento e o vende com geladeira ligada à tomada, carne assando na churrasqueira? Pode ser, então, que o futuro proprietário do apartamento, ao fazer uma reforma, um dia encontre em sua parede um calendário da Malte 90, uma lousa anunciando rabada com polenta por mil cruzeiros velhos e até mesmo, por que não?, um sujeito bêbado vomitando no que era o antigo banheiro? O mundo é estranho.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
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