quinta-feira, 18 de março de 2010
verdades incabíveis
E se de uma caixinha aberta em minhas fuçações cotidianas, numa madrugada quieta lá da zona norte, em que até os bêbados do bar da esquina descansam seus fígados para uma nova rodada no dia seguinte e a minha mulher dorme tranquila, embrulhada no edredom, aguardando a minha companhia na cama para dali a pouco, pulasse em minhas mãos um papelzinho com algum segredo capaz de modificar o rumo do universo inteiro, como a prova de que não houve Jesus nenhum nem Big Bang nem Revolução Francesa e Marilyn Monroe era homem, o que faria eu? Guardaria em silêncio mais um dos ensinamentos que sempre soube: para algumas verdades, não há espaço disponível na história.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Um comentário:
isso me lembra uma série do Laerte: http://verbeat.org/blogs/manualdominotauro/iluminacoes/
abs!
Postar um comentário