Ela dorme ao som dos barulhos que espalho pela casa. Fuço caixas, ajeito quadros na parede, tomo água, ouço rádio, leio livros, anoto coisas, dou descarga, rodo a pedra do isqueiro 250 mil vezes e quando paro, com a TV ainda ligada, de repente acordo assustado, é ela quem me recolhe das almofadas, com uma voz mansa: “vem, amor, passa comigo na cama só mais este restinho de madrugada.”
segunda-feira, 8 de março de 2010
resto de madrugada
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2 comentários:
Que lindo meu amor!!! Adorei!!! Amo vc muito muito muito...
eu queria ter essa suavidade.
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