terça-feira, 4 de março de 2008

Ministério

Todo mundo enrolando. Ninguém quer trabalhar mesmo. E não acho isso ruim, porque, pra mim, trabalho é coisa de quem não consegue ver prazer em ficar à toa, doença mesmo. Um pega um papel e desenha o Bidu ou o Cebolinha, o outro lê os e-mails pessoais na cara larga, tinha até uma moça e um rapaz em vias de transarem por ali agorinha, atrás de alguma mesa e tal. Não acho isso ruim. Afinal, cada um dá o que tem. Lei da oferta e procura. Acontece que o Palhares vai pintar de surpresa a qualquer hora e me esculachar. Dizer que não sirvo para gerente, que é só dar uma saidinha e o escritório vira zona. E vira mesmo, mas isso até quando ele está, porque ninguém manda em ninguém aqui no Ministério. É tudo concursado, aprovado, assinado, regulamentado. Só sossegam quando pinta o ministro, uma vez por ano. De resto, pode fumar maconha no banheiro, esvaziar cachaça, se pendurar no telefone, ligar para mulher, filho, compadre lá de Manaus. Foda-se! Só não pode é bobear com a imprensa. Se um jornalista fica sabendo o que é isso daqui, daí ferrou tudo. E não é difícil. Porque os manés ficam doidões o dia inteiro e quando atendem o telefone é para falar merda. Ontem ligou um repórter chato pra caralho e o Falcone, que só vive chapado e lendo gibi, decidiu levar uma com o cara. Nego pergunta se é do Ministério da Pesca e ele responde: de água doce ou salgada? Isso mata. Não pode. De resto, é só ir suave que ninguém pega. Como eu falei: é tudo concursado, aprovado ...

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