Tenho sono, mas não durmo. Passo a noite escutando a insônia do meu pai. A televisão ligada no último volume, para não deixar que o silêncio convide pensamentos assustadores. O atrito da pedra do isqueiro. O chinelo arranhando o taco de madeira. As pancadas na porta do armário. O grito de gol repetido do rádio. Quando meu pai se deita, faltam poucos minutos para o meu despertador acordar. O meu sono não não é tanto para se sobrepor e nem tampouco para ignorar. Eu não caibo mais no ritmo da casa.
quarta-feira, 19 de março de 2008
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