O sinal fechou, e antes que meninos iniciassem malabarismos com objetos flamejantes, pedintes caprichassem a cara de miseráveis e com a mão trêmula encostassem no vidro, para receber as moedas que o manteriam respirando por mais uma tarde, motoqueiros derrubassem retrovisores, numa espécie de salto com barreira olímpico para ficar à frente de todos os veículos ou que assaltantes escolhessem os motoristas que teriam a cabeça na mira do 38, coloquei marvin gaye para tocar no rádio, olhei maliciosamente para minha acompanhante e nem precisei dizer uma só palavra: de vez em quando a cidade oferece intervalos maravilhosos aos seus neuróticos de guerra.
sexta-feira, 20 de junho de 2008
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Um comentário:
Marvinterapia. Tiro e queda.
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