quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

O mundo ainda é o mesmo

O mundo não acabou. Outro dia vi a propaganda de uma lapiseira. E não estava folheando nenhum catálogo histórico com os melhores cases da publicidade brasileira de todos os tempos, não. Era uma propaganda mesmo. Feita para o público de hoje.

O que me levou a pensar que algumas escolas ainda devem fazer uma lista com:

05 blocos de papel sulfite chamequinho (que a escola utilizará para tudo, menos para o aluno);

12 papéis carbonados (que a escola também utilizará para mimeografar tudo, menos coisas para os alunos, que serão obrigados a copiar o ditado num papel almaço);

05 colas Tenaz (para as crianças colarem as mãos e depois arrancarem tudo. Daí a origem da limpeza de pele e dos cirurgiões plásticos);

Uma caixa de lápis de cor 24 cores da Faber Castell (mas é para comprar o da Faber mesmo, e de 24 cores, pois o da Labra deixa uma sensação de inferioridade monstra na criança, e o de 36 cores vem com azul piscina e verde água que sempre sobram);

10 canetas Bic (que os pequenos nunca verão, pois alguma norma pedagógica obriga a aprenderem somente a escrever a lápis. Talvez daí o sucesso da Internet, em que se pode escrever e apagar a cada instante, como nos tempos do primário);

06 tubos de plasticor (para jogar em cima do papel, dobrá-lo ao meio e abrir depois, viciando as crianças em desenharem borboletas pela eternidade. E depois os psiquiatras ainda sugerem que este inofensivo bichinho tatuado na pele denota uma vocação para psicopatia. Haja interpretação...).

2 comentários:

Anônimo disse...

Booaaaa meu amor, vc anda cada vez mais terrivél mesmo...bobinho...
Beijinhos

priscila disse...

azul piscina e verde água eram minhas cores prediletas. não sobrava no estojo não