segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Tudo ou nada

Eu nunca sei se faço parte da estimativa que diz que as crianças não têm infância e já nascem adultas, por culpa da televisão, ou se estou naqueles dados que citam a adolescência interminável dos trintões, também por culpa da televisão. Acho que funciona mais ou menos assim: quando faço uma cagada monstra, do tipo tomar uma caixa de cerveja e gritar com os amigos no bar, minha mulher e minha mãe me incluem na segunda lista. Mas quando deixo de ir a alguma balada ou acompanhá-las numa tarde super emocionante de shopping center, volto para a primeira. Ou seja, num mesmo dia oscilo entre a velhice precoce e a infância eterna.

Um comentário:

Unknown disse...

Uma vez eu li um livro escrito por uma adolescente que questionava o porque da mãe às vezes dizer que ela era pequena demais para algumas coisas e grande demais para outras. A impressão é de que já tá tudo tabelado pelas mulheres, cada atitude em uma determinada idade, meio manipulador da parte delas, não?