Outro dia uma senhora no ponto de ônibus me disse que no interior do nordeste, sua terra natal, as mães receitavam aos filhos chá de maconha para amenizar dores e curar insônias. A planta era cultivada numa boa pelos campos, ao lado de abacateiros, limoeiros e bananeiras. Mas, então, quando chegou em São Paulo para se casar, na década de 70, descobriu que o remédio inocente era proibido por conta de um tal de tráfico, que nunca tinha ouvido falar em sua cidade.
Substituiu a erva ilegal por cápsulas de Voltaren, Flanax e Frontal que, apesar de não serem proibidas, a deixou dependente e a obrigou a se internar por uma breve temporada numa clínica de desintoxicação, onde, pasmem, a maconha era pesquisada por médicos para reduzir os danos dos outros vícios mais cruéis e destruidores. Vai compreender...
Substituiu a erva ilegal por cápsulas de Voltaren, Flanax e Frontal que, apesar de não serem proibidas, a deixou dependente e a obrigou a se internar por uma breve temporada numa clínica de desintoxicação, onde, pasmem, a maconha era pesquisada por médicos para reduzir os danos dos outros vícios mais cruéis e destruidores. Vai compreender...
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