No sábado a minha mãe sofreu um colapso nervoso e eu, impotente, só olhava e clamava para que uma força superior nos tirasse do ar. Acabei encontrando no Pronto-Socorro e seus eficientes tranqulizantes intra-venosos a paz celestial.
Na terça-feira, ainda convalescendo das dores alheias, desfiz um negócio que me levou a descer duas classificações na planilha do IBGE e, sem ter com quem me queixar, busquei nos livros de meditação (a última etapa antes do suicídio) os exercícios recomendados para manter o coração vivo.
Quando chegou na quinta-feira, já me sentia restabelecido ou no mínimo resignado, e, durante uma hora, torci para o gato do vizinho miar, alguma gota atravessar o forro e encontrar o chão ou até mesmo uma chamada inesperada do celular, para quebrar o completo silêncio com que nos olhávamos eu e o psicólogo.
Experiência própria: as pessoas só serão mais saudáveis quando correr na esteira ou comprar a casa própria for tão fácil quanto abrir uma lata de Coca-Cola.
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